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XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A – 16 de Novembro de 2008
Desafiados à responsabilidade de ser, no tempo histórico que nos é dado viver, testemunhas conscientes e credíveis desse projecto de salvação e libertação que Deus tem para todos e cada um dos homens. No Evangelho encontramos duas atitudes de Jesus diante de outras duas posturas de corações concretos. Aí é louvado o discípulo que se empenha em fazer frutificar os «dons», os «bens» que Deus lhe confia; e condena o discípulo que se instala no medo e no comodismo, na inércia e na apatia, não colocando a render esses «bens» vindos de Deus. Condenado pois que nessa atitude apenas consegue desperdiçar esses dons de Deus, dos irmãos, confiados para a «multiplicação» do bem! Podemos afirmar que, essa experiência de «anestesia» de coração diante da tarefa da evangelização, diante da necessidade de trabalharmos para aumentar os dons e os bens que Deus nos confia, consegue-se somente a privação à Igreja e ao mundo dos frutos a que têm direito. É com as nossas palavras, com as nossas atitudes, com o nosso coração, que Deus continua a amar hoje os homens e mulheres deste tempo. É com a nossa vida que Deus permanecerá «vivo» no coração do mundo. A demissão consciente desse trabalho priva o nosso mundo dessa presença divina, dessa salvação oferecida, dessa paz partilhada, dessa eternidade já operante na História. Há que arriscar, que lutar, que labutar, para que o Reino cresça em nós, connosco e por nós. Saber sonhar… saber ousar… saber «voar»… para que Deus volte verdadeiramente ao nosso tempo. Com a nossa vida dedicada generosamente ao Evangelho; com o nosso coração apostado nas coisas de Deus e no Deus das coisas… O que temos não é nosso; é dom de Deus que importa investir em amor e gratuidade!
Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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