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III Domingo do Advento - Ano B - 14 de Dezembro de 2008
Exuberantes ou discretas, mesmo em tempo de crise, lá se vão colocando luzes nas ruas e praças para assinalar a quadra e a festa. Anuncia-se essa festa, tenta-se espalhar uma alegria mas parecem em crise de identidade: terão ainda a ver com o nascimento de Jesus? Este ano os reis vão ter dificuldade em encontrar o caminho: as estrelas deram lugar a bolas e o presépio parece ter sido banido dos espaços públicos. Diante dos convites ao “natal” feito de coisas luxuosas e opulentas, julgo até que as imagens de um Deus nascido pobre acabam por incomodar! Mas não será também este um caminho para redescobrir a alegria das coisas simples? Continua actual a palavra de João Baptista: Jesus é sempre Alguém que não conhecemos. Ou melhor, que conhecê-lo é embarcar numa aventura em que a alegria e a segurança não se baseiam em coisas, ou em dinheiro, ou em certezas. A alegria dos presentes é maior quanto mais caros são? Podemos medir o quanto gostamos uns dos outros por este rito anual de consumo de tantas coisas inúteis? Talvez uma das dimensões da alegria que importa desenvolver é a alegria pelos outros. Pelo bem que lhes acontece, pelos sucessos que alcançam, pelas alegrias que gostam de partilhar. Até o austero João Baptista não pode calar a alegria da vinda de Jesus! Já viram como o egoísmo se manifesta quando andamos tão virados para o nosso umbigo? Há uma alegria outra! Aquela que não vem das e nas montras, nos e dos embrulhos… uma Alegria que brota – se deixarmos – bem de dentro de nós, quando reconhecemos que valemos pelo que somos e não pelo que temos ou pelo que recebemos. Uma Alegria que acontece na medida de um Encontro. Que não banal. Que não rotineiro. Que não esporádico. Que não superficial. Que não «envernizado» ou «embrulhado» em falácias ou decadências existenciais. Que Alegria é a nossa? Duradoira? Do Céu ou da terra?
Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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