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Hoje, Senhor, desejaria ser como os pastores
Que se deixam surpreender nos campos Pela irrupção da paz E que se põem a caminho para adorar. Desejaria ser como Maria e José que, A percorrer caminhos incertos Por causa da sede de poder dos poderosos, Descobrem no meio das carências Que Deus faz dos pobres e dos pequenos Instrumentos da sua salvação. Não permitas que seja como Augusto, Imperador ávido de poder, Nem como as pessoas de Belém que não tinham lugar Nem nas suas casas, nem nos seus corações Para essa criança estrangeira Que era contudo o seu Salvador. Que eu seja antes como os Anjos Que movem os céus e a terra Para anunciar a boa nova: «A paz é dada aos homens Quando eles dão glória a Deus»!
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