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II Domingo do tempo Comum - Ano B - 18 de Janeiro de 2009 “Vinde e vede”! Assim começou uma história de amor e de paixão por Aquele Homem da Galileia! Uma proposta que, naturalmente, comportaria «riscos», «aventuras» e «desventuras», «anseios», «medos» e «sonhos»… Uma proposta que implicaria «cortar» laços, amarras, destruir barreiras e muralhas que lhes envolveriam o peito, o coração… Uma proposta que transportaria inquietude, desinstalação, ousadia, confiança, liberdade e incerteza… “Vinde e vede”! “Passaram com Ele o resto daquela tarde”! Uma «tarde», aquela «tarde» concreta, que se transfiguraria no resto daquelas vidas! Aqueles homens seriam os primeiros discípulos, os primeiros seguidores, duma ininterrupta procissão de outros corações e vidas que arriscaram passar o «resto daquela tarde», o resto das suas vidas com o mesmo Senhor da Galileia… Que terão vivido aqueles três homens? De que terão falado? Qual ou quais os temas das suas conversas? Que cumplicidades e sonhos? Que palavras, que gestos e sentimentos terão sido partilhados? Que «riscos» terão enfrentado, que medos, dúvidas ou incertezas terão pressentido? Que encontro de corações e de almas terão experimentado? Nunca o saberemos! Podemos apenas imaginar; podemos apenas saber o resultado, o «fim», daquele «Encontro» com Esse Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo: “ficaram com Ele o resto daquela tarde”, o resto das suas vidas… Inauguraram essa forma de paixão, de entrega e de vida, na vida, entrega e paixão de Jesus de Nazaré. Perpetuaram – podemos dizer – a confiança de Samuel proclamada tantos anos antes: “Falai, Senhor, que o vosso servo escuta”! Aventura de fé, aventura de amor, que somos hoje, cada um de nós, nesta Igreja, desafiados a repetir com todas as forças da nossa alma e do nosso coração!... Falai, Senhor, eu escutarei! Essa há-de ser a nossa resposta sussurrada ao coração de Jesus! Uma proposta hoje renovada; um desafio hoje relançado; um diálogo hoje reiniciado com cada um; um risco de resposta hoje partilhado e abandonado n’Aquele que nos chama… Falai, Senhor, eu escutarei… Porque “eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade”! Só essa vale e importa; só essa maravilha, seduz e apaixona bem por dentro; só essa realiza, serena e desassombra as nossas almas… Um dia, já longínquo, - mas bem presente – «cantei», arriscando e confiando, este mesmo refrão… Um refrão que implicou uma «aventura» de amor que me trouxe ao meio de cada um de vós… para com cada um tornar a segredar ao nosso Deus: “Falai, Senhor, eu escutarei…”!
Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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