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III Domingo do Tempo Comum - Ano B - 25 de Janeiro de 2009
Festa da Conversão de S. Paulo. Memória litúrgica do encontro derradeiro de Cristo com aquele que seria o Apóstolo das Gentes, o homem, a vida, o coração mais apaixonado por Deus de todos os tempos. “Para mim viver é Cristo”; “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”; “Tudo considero como lixo para alcançar a Cristo meu Senhor”… frases gravadas – bem gravadas – no fundo da sua alma que sempre o acompanharam nesta opção radical e apaixonada pelo Senhor da Galileia. Ao seu jeito, também Saulo de Tarso deixa as «suas redes» na praia; as «redes sem conserto» da intolerância e do fundamentalismo; as «redes velhas» da frieza e rudeza de coração; as «redes podres» da perseguição atroz e do enviusamento das verdades adquiridas! Importa olhar – com olhos de ver – para esse homem todo de Deus, que se abandona e confia n’Aquela voz que lhe sussurra à alma na estrada de Damasco; importa aprender a «aventura» da confiança e da disponibilidade para um projecto que ultrapassa definitivamente as nossas conjecturas e certezas determinadas; importa a ousadia da decisão de percorrer «estradas» de desconforto e de inquietude, de obstáculos e de vicissitudes inimagináveis aos nossos critérios demasiadamente humanos e terrenos; importa a audácia da paixão por Esse Jesus Cristo e “Cristo Crucificado”, “escândalo para os judeus mas sabedoria de Deus” para os homens de todos os tempos! Outra vez o apelo do Evangelho ao seguimento sem constrangimentos, sem fugas nem rodeios, sem «fazer contas» nem calculismos mundanos; outra vez esse desafio à Igreja de hoje para que nos decidamos a largar as «velhas redes» da nossa história e abraçar esse projecto sempre desassombroso que é tornarmo-nos “pescadores de homens”. A Igreja não pode nem consegue prescindir de nós! Todos e cada um somos únicos nesta «corrida» para uma «meta» que é o coração de Deus. Parar a caminhada, mudar de rumo, escolher outras metas, decidirmo-nos por outras «margens» será sempre hipotecar a experiência de uma paz que Deus sonhou para cada um de nós. O nosso destino comum está traçado: o amor! Amor que se experimenta, escuta, aprende e partilha na medida da nossa intimidade, fidelidade e abandono n’Aquele que pode todas as coisas. Escolhidos pelo Seu Amor, a fim de sermos hoje, aqui e agora, testemunhas dessa paixão que teimosamente quer arrebatar os nossos corações… Escutemos sem medos: “Vinde comigo…”
Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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