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VII Domingo do Tempo Comum - Ano B - 22 de Fevereiro de 2009
Um homem paralítico deixa-se conduzir pela fé, confia nos amigos e companheiros e, finalmente, escuta as palavras do Mestre: "Filho, os teus pecados estão perdoados; levanta-te, toma a ta enxerga e vai para casa..."! Curado na alma e no corpo, o homem levantou-se, ergueu-se para iniciar uma vida de ressuscitado. O perdão, o sinal divino mais eloquente, o sinal de Deus por excelência, revelado por Jesus em gestos e palavras, faz de nós novas criaturas. Na verdade, se quisermos e deixarmos, opera-se em nós a maravilha da Páscoa, ou seja, passamos da impotência do pecado à glória da vida nova e em abundância. Ninguém se transforma, converte ou transfigura diante de um dedo apontado, condenatório e incriminador! Pelo contrário, o nosso coração deixa-se vencer quando nos surpreendem pela compaixão, pela ternura, pela caridade, pelo perdão! O nosso orgulho, a nossa sede de vingança, os nossos endeusamentos, sucumbem diante de uma palavra e um coração que se predispõe a perdoar-nos, a libertar-nos... E, teimosamente, não raras vezes, apenas temos para oferecer ao próximo, precisamente, a crítica destrutiva, a «barreira», a condenação, o juízo redutor e aniquilador, a impaciência da não aceitação da diferença do outro! Que esperamos? A mudança da vida desse outro?! A sua conversão?! A sua confiança?! Não!!! Apenas alcançaremos um maior afastamento, apenas ofereceremos um rosto distorcido de Deus que dizemos acreditar e servir; apenas testemunharemos corações que se fecham e se afastam... Deus jamais se cansou de revelar e experimentar a alegria do perdão. Jesus Cristo, "que passou fazendo o bem", escolheu o perdão como «rosto» da Sua missão. A Igreja – todos e cada um de nós – somos, a cada momento, desafiados à experiência de nos sabermos perdoados e de saber perdoar. O perdão é a «arma» mais potente que poderá vencer esse mundo. Urge atrever-se a modificar a História, a sociedade e a Igreja, com caridade e com perdão! Quem se atreverá a deixar-se maravilhar pela alegria de possuir um coração que saiba perdoar de verdade? Aqui e agora, o perdão há-de ser «marca» e «sinal» eloquentes da nossa fé e da nossa pertença a Deus; aqui e agora, diante dos nossos corações revestidos da caridade e da compaixão de Cristo, o nosso próximo encontrará o Evangelho do Reino dos Céus...
Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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