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III Domingo da Quaresma - Ano B - 15 de Março de 2009
“A primeira interpelação da Quaresma é a de tomarmos Deus mais a sério. É o grito, em tom dramático, do profeta Joel: «Convertei-vos a Mim de todo o coração, com jejuns, lágrimas e lamentações. Rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos. Convertei-vos ao Senhor vosso Deus». “ Que significado tem a Quaresma no contexto da nossa sociedade contemporânea, onde muitos não acreditam em Deus, onde, mesmo muitos cristãos, não cultivam a fé como relação viva e confiante com Ele, onde a Sua Palavra não é luz que ilumina a vida, onde a Sua Lei não interpela a liberdade, onde a doutrina da Igreja é pura sugestão? A Quaresma (…) é tempo para corajosamente assumirmos a nossa diferença, no mundo em que vivemos: diferença na fé, nas motivações e nos critérios”. Estas são palavras do nosso Patriarca, proferidas há uns tempos atrás! Palavras «provocadoras» porque radicais, porque interpelativas, porque conscientes, porque comprometidas, porque nada relativistas, porque actuais e assertivas! Como o Evangelho deste Domingo! O apelo de Jesus ao essencial; o chamamento do Mestre ao «âmago» da fé; a interpelação de Cristo ao coração de cada um de nós na nossa relação com o Deus vivo e verdadeiro. Tempo para tomarmos Deus mais a sério. Tempo para sermos capazes, em paz e em liberdade, renovarmos as motivações e os critérios da nossa própria vida, da nossa espiritualidade, da nossa pertença à Igreja! Diante da Cruz, diante da sabedoria/loucura de Deus, não há mais lugar a subjectivismos, a relativismos, de ordem alguma! Nem moral, nem económica, nem legal, nem eclesial. Ou somos de Deus ou não somos! A «casa de Deus» é o santuário da verdade e da vida onde cada um de nós há-de «beber» da salvação que nos está prometida! Não podermos «brincar» à «quaresma», à piedade espiritualista ou à adesão a Deus provisória, epidérmica ou subjectiva! Na verdade, este é o tempo de levarmos Deus a sério nas nossas vidas…
Pe. António Fernando Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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