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IV Domingp da Quaresma - Ano B - 22 de Março de 2009 Não se pode mais desviar o olhar! Não se pode mais «fingir» que não se sabe! Não se pode mais evitar o confronto, a provocação e o embate com essa «verdade maior»! As distracções contemporâneas, as «pressas» hodiernas, o «stress» já assumido como «pertença» do nosso ADN existencial, não podem mais sobrepor-se ao mistério que nos envolve e desafia… “Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita n’Ele tenha a vida eterna”. Na verdade, é de «eternidade» que se trata; é do Céu que «falamos»; é a plenitude da vida que se «joga» em cada passo desta nossa peregrinação quaresmal! Entretidos e «anestesiados», baralhados e confundidos, «tranquilos» e despreocupados, simplesmente deixando correr o tempo, ameaçamos o desassombro que será sempre essa possível contemplação e fascínio de nos extasiarmos com “o Filho do homem” elevado… sobre o Madeiro da Cruz! Haverá algo mais solene? Mais belo? Mais poderoso? Mais rico? Mais forte? Então, porque não «erguer a cabeça» para essa fonte de vida? Porque teimarmos em não «levar Deus a sério» em nós mesmos?!!! Porque temer e evitar que o olhar do Crucificado penetre e envolva, fecunde e transforme o nosso olhar sobre Ele, a Sua Igreja, o Homem e o Mundo?!!! Porque evitar «levar a sério» Cristo e Cristo Crucificado?!!! Quanto tempo precisaremos mais para sermos, de verdade, com radicalidade, entusiasmo e compromisso, “filhos da luz”?!!! Creio que é chegado o tempo! A sério! Seduzidos e sedutores, fascinados e fascinantes, homens e mulheres que põem Deus como «eixo» e «centro» da sua vida… Corações que se alimentam da Palavra e de um Corpo e Sangue que são mais, imensamente mais, que um ritual, uma norma ou uma tradição…
Pe. António Fernando Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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