|
V Domingo da Quaresma – Ano B – 29 de Março de 2009
“Nós queríamos ver Jesus”! Estas são palavras; estes são os desejos e os sentimentos daqueles gentios, daquelas vidas e daqueles corações! “Como aqueles peregrinos de há dois mil anos os homens do nosso tempo, talvez sem se darem conta, pedem aos crentes de hoje não só que lhes «falem» de Cristo, mas também que de certa forma lh'O façam «ver». E não é porventura a missão da Igreja reflectir a luz de Cristo em cada época da história, e por conseguinte fazer resplandecer o seu rosto também diante das gerações do novo milénio?”! Esta questão era colocada pelo saudoso Papa João Paulo; pergunta pertinente e actualíssima para esta «hora» da Igreja! Uma atenção especial às incontáveis multidões que, de variadíssimas formas, teima em dizer à Igreja: “Nós queríamos ver Jesus”! Mas, para mostrar Jesus, a Igreja tem, primeiro, que O «ter», O «reconhecer», O «contemplar», O «encontrar»! Para sermos fiéis e capazes de «falar» e de «mostrar» Jesus aos nossos contemporâneos, havemos de ser esta Igreja que é verdadeiramente «morada» e «tabernáculo», «casa» e «repouso» deste mesmo Jesus Cristo! E quantas vezes somos nós, a Igreja, os primeiros a «falar de Deus e a viver contra ele»?! Quantas vezes o Cristo que oferecemos ao mundo e aos nossos irmãos nada tem que ver com o Evangelho, com o Amor e a paz, a Verdade e a Vida?! Quantas vezes nos demitimos e envergonhamos de sermos testemunhos d’Aquele “Filho do Homem que vai ser glorificado” porque é “o grão de trigo, lançado à terra” que ao “morrer dará muito fruto”! Querer ver Jesus há-de ser a nossa atitude! Para O poder revelar e apresentar ao mundo; querer ver Jesus, e contemplá-l’O e adorá-l’O, nessa dimensão de morte que gera vida, de serviço que se faz poder, de despojamento que se faz glória, de Sangue derramado que se transforma em salvação e eternidade, de Crucificado que é, depois, O Ressuscitado! Querer ver Jesus! Se isso nos bastasse… se isso nos preenchesse… se isso nos realizasse… se isso nos desse a plenitude... se isso fosse a experiência da nossa fé… conseguiríamos responder aos «gregos» deste tempo…
Pe. António Fernando Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
|