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V Domingo da Páscoa - Ano B - 10 de Maio de 2009 “Meus filhos, não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade”. Esta é a grande interpelação que Deus faz hoje, de novo, à Sua Igreja; este é o apelo veemente que o Apóstolo dirige à fé de cada crente de cada tempo! Sermos capazes de ser portadores de uma mensagem, de um Evangelho, da vida, da acção, da incarnação da palavra, da actualização em nós da fé que professamos… É um ditado antigo e verdadeiro: «Palavras… leva-as o vento»! No sentido em que palavras sem obras, palavras sem gestos, palavras sem vida, palavras sem coerência, são simplesmente perdidas, vãs e incongruentes! E que acontece à Igreja se ela se perde e gasta e reduz aos diálogos, aos discursos, aos sermões, às palavras? Que acontece aos cristãos se eles anunciam Jesus Cristo e a Sua Boa Nova apenas por teorias ou idealismos desencarnados da história concreta, da vida quotidiana? Que futuro para o Povo de Deus se apresentamos aos homens nossos contemporâneos um «Bilhete de Identidade» espiritual onde está bem impressa a palavra «divorciado»? (quando não vivemos aquilo que falamos é exactamente isso que somos)! Estar enxertado na Videira – como Cristo hoje nos pede no Evangelho – é ser «um» entre a palavra e a vida. É buscar uma completa identificação entre o amor «acreditado» e o amor «vivido». Entre o amor de Deus celebrado e acolhido e o amor depois partilhado e vivido com cada outro. Na verdade, “se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará”! Só o amor fala de Deus; apenas o amor evangeliza; só o amor anuncia Jesus Cristo; apenas o amor atrairá para a Igreja os homens e mulheres deste tempo. Nesta «crise» globalizada, nas palavras e nos gestos, ousemos ser uma Igreja que se adianta e se expõe como serva da humanidade e ama verdadeiramente… em obras e em verdade! Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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