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XI Domingo do Tempo Comum - Ano B - 14 de Junho de 2009 Como uma semente lançada à terra… Como um pequenino grão de mostarda… Assim se apresenta o Reino de Deus; assim somos desafiados a entendê-lo, a amá-lo e a anunciá-lo… Tudo acontece na força da singeleza e da simplicidade, na graça da humildade e da pequenez, segundo os critérios do mundo! Tudo se realiza pela vontade salvadora de Deus, que é, em si mesma, pobreza e despojamento, fraqueza e derrota, revelada no estrondo da Cruz gloriosa e desse mistério de amor que transfigura o Homem para todo o sempre… O «espectacular» e o grandioso, o exuberante e portentoso, ao jeito dos «reinos deste mundo», não se coadunam, jamais, com essa “semente que germina” no segredo da noite apresentada por Jesus como sinal de outro Reino! Semente lançada à terra, semente que germina e cresce, a fim de produzir “trigo maduro na espiga” transformando-se, também, na linguagem evangélica, em árvore frondosa onde se abrigam as aves do Céu… Parábola do Reino de Deus, sinal da missão da Igreja que havemos de ser, isto é, árvore de vida e de esperança, árvore fecunda e grandiosa, porque acolhedora de corações e de vidas, porque «refrescante» presença a todos quantos experimentam, em cada tempo, os desertos da existência! Sim, a Igreja apenas pode desejar ser esta pequenina semente, este minúsculo grão de mostarda que, nas mãos de Deus – nunca nas mãos dos homens – se transforma em presença radiosa e potente, em abraço generoso e reconfortante, de um Deus que Se apresenta ao mundo como “fraqueza” para confundir os “fortes deste mundo”! Recomeçamos o Tempo Comum, onde o mistério da fé «extraordinário» a celebrar quotidianamente não é outro senão o de relembrar, actualizar, oferecer e partilhar um Amor que vem do Alto e que mais não sonha ou quer senão mesmo a paz em cada coração humano. Para isso, Deus precisa desta Igreja que somos; para isso, Deus quer-nos pequenas e simples sementes de eternidade acontecida já no tempo que nos é dado viver… Igreja do serviço, Igreja da reconciliação, Igreja da humildade, Igreja do despojamento, Igreja dos pequenos e dos pobres em espírito, eis o Povo que Ele sonhou e conquistou com o preço do Seu Sangue derramado! Igreja edificada sobre cada um destes nossos corações, tão fracos e tão frágeis, tão pobres e tão pecadores, mas indispensáveis para fecundar este nosso mundo e o transformar em civilização de amor e de justiça… Parece demorar? Parece esmorecer? Parece sucumbir? Parece utopia? Excelente! É sinal desse Reino que é semente lançada à terra e que germina sem darmos conta… É sinal da verdade do caminho que trilhamos… É sinal do Deus do Evangelho na vida dos homens deste tempo.
Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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