XXV Domingo do Tempo Comum - Ano B - 20 de Setembro de 2009
Uma nova catequese sobre a dinâmica do Reino de Deus inaugurado em Jesus de Nazaré! Outra oportunidade para aprendermos e reaprendermos aquilo que é fundamental na nossa fé e na nossa adesão ao projecto de Deus! Renovado apelo a que não sejamos «surdos» à voz que vem do Alto e nos deixemos surpreender pela permanente ousadia e novidade do Messias que vem ao encontro desta Humanidade descentrada do essencial e apaixonada e seduzida pelo efémero e passageiro! É sempre difícil acolher, aceitar e aderir a palavras que nos propõem desinstalação, ousadia, perseverança, entrega, serviço e disponibilidade; é por vezes confrangedor termos que afirmar como «palavra de salvação» propostas que desagradam e provocam os nossos comodismos e apatias, a nossas inércias e critérios meramente mundanos! Porém, a Palavra é proclamada, o desafio é lançado, a proposta é assertiva: “O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-l’O”! Tudo isto no meio do devaneio dos discípulos que se perguntam entre si qual deles será o maior, o mais importante, o mais poderoso! Jesus fala de entrega, serviço e morte como Amor; eles discutem entre si frivolidades, eles gastam-se desgastam-se em mesquinhezes e banalidades, eles ocupam-se e preocupam-se em abraçar o acessório e a mediocridade de opções! Isto ontem; mas isto hoje, também nos nossos dias, nas nossas comunidades, grupos, na Igreja! Com efeito, Jesus teima em apontar-nos um caminho de vida em abundância, em plenitude e, não raras vezes, somos nós hoje quem discute (às vezes acerrimamente) quem manda, quem decide, quem comanda, quem pode mais, quem sobressai mais! Não conseguimos mudar atitudes? Comportamentos? Posturas? Critérios? Ao menos ousemos escutar a resposta do Mestre às nossas «preocupações»: “Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos”! Ao menos predisponhamo-nos a ouvir uma palavra que não se engana nem nos engana! Talvez, num horizonte próximo, aprendamos, a sério, a ser discípulos de Cristo e a merecer o dom sempre novo que é a Eucaristia que celebramos cada Domingo. Não nos escandalizemos – e muito menos – tentemos abafar a Palavra que é Deus. Aos crentes de verdade, ainda que os «filhos das trevas» lhes armem ciladas “Alguém virá socorrê-lo”! Sermos como as crianças… sempre desejosas do colo dos pais, do colo de Deus…
Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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