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XXIX Domungo do Tempo Comum - Ano B - 18 de Outubro de 2009
Delicia-nos a todos sermos os primeiros, os mais importantes, estar em lugar privilegiado. Somos educados e formatados para ocupar os lugares cimeiros, seja onde for. Mas, não deixa de ser curioso que o Senhor Jesus nos proponha essa importância na vida por critérios bem diferentes dos vigentes em cada tempo! Jesus é autor de uma doutrina apaixonante para quantos descobrem e aceitam que o único privilégio dos crentes é, exactamente, a capacidade de amar. Que o único privilégio dos seguidores d’Esse Mestre é servir. Que o único privilégio de um cristão é colocar-se aos pés de uma Humanidade que sofre, sem esperar nada em troca a não ser a possibilidade de sentir e gozar dentro de si as palavras do próprio Cristo: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida”. Este texto deveria ser meditado, gravado, por todos nós, que nos dizemos discípulos. Mesmo que ele extravase a «lógica» e a «sabedoria» contemporânea; mesmo que ele desfaça projecções e horizontes que gostaríamos e abraçar na própria vida! Na verdade, ser desafiado a entregar a vida, ser chamado ao serviço generoso e incondicional, ser atraído para uma «glória» de Cruz, confunde as «regras» e as «políticas», as «modas» e as «diplomacias»! Mas, sim podemos, e devemos ser diferentes! Sim, podemos, e devemos, ser «sinal de contradição» nesta «hora» do mundo onde quem é tido por grande e por vencedor na vida são quem decide, quem manda, quem influencia e quem determina o «certo» e o «errado», indistintamente da Verdade maior e definitiva que é Deus. Sim, podemos, e devemos, acreditar e amar uma postura outra na nossa própria vida. Ao jeito do Evangelho. Ao jeito do Reino. Ao jeito de Jesus de Nazaré. Sim, podemos estar «à direita» e «à esquerda» do Senhor, na medida em que ousarmos o privilégio do serviço e da dedicação aos outros, da humildade e da simplicidade na vida, da transparência e da clareza nas palavras e opções quotidianas, na disponibilidade e atenção a cada homem e mulher e não apenas a alguns… Sim, podemos, beber daquele Cálice que é Sangue de Aliança, de Humanidade redimida e resgatada, de Amor real e absoluto de Deus por nós, peregrinos da eternidade. Sim, podemos, ser cristãos de «letra grande», discípulos de verdade, crentes profundos e autênticos. Bastará alterar os paradigmas que nos guiam e determinam o nosso viver! Bastará olhar, a sério, para o Senhor Jesus…
Boletim Informativo da Paróquia do Estoril
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