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XXXII Domingo do Tempo Comum - Ano B - 8 de Novembro de 2009
Este Domingo a liturgia desafia-nos à capacidade de respostas que extravasem a «lógica» corrente e dominante; propõe-nos atitudes valentes e ousadas, na medida em que somos chamados à vivência da fé, esperança e caridade autênticas! Nos exemplos oferecidos nos textos hoje proclamados podemos perceber (se deixarmos e quisermos) essas três virtudes tão próprias da fé cristã e tão «arredias» das nossas vidas… A fé, a confiança, em Deus, a entrega sem reservas ao poder n’Aquele em que dizemos acreditar; a esperança como aquela «certeza» de que apenas em Deus se centra o nosso viver, o nosso amanhã, o nosso futuro, mais que nos nossos dons ou talentos, mais que nas nossas coisas ou bens; a caridade, o amor, onde se concretizam e experienciam as anteriores virtudes. Na verdade, de que nos valerá a fé e a esperança, se não tivermos caridade, amor, aos outros, que são o rosto visível de Deus?! Nos exemplos das mulheres apresentados na liturgia de hoje percebemos que aquilo que vale mais não é a quantidade da nossa oferta, entrega e generosidade mas, ao contrário, a qualidade desse mesma doação! Dão e dão-se verdadeiramente! Não regateiam, não «fazem contas», não congeminam argumentos ou idealismos diante de Deus, diante do amor sem reservas que a fé, que Deus, pede! Entregam e entregam-se! Simplesmente! Sabendo bem que Deus está acima, bem acima, dos critérios dos homens, das suas certezas, verdades e modas! Dão tudo o que tinham para viver! Significa que se dão total e profundamente; significa que apenas em Deus depositam o seu coração e não em si mesmas, nem sequer nas suas parcas condições! Não dão do que lhes sobra, do que não lhes faz falta, do que não precisam! Ensinam que tem de haver coincidência entre «dar» e «dar-se»! Lição, testemunho que um dia, mais ou menos longínquo, a Igreja, nós, havemos de aprender e de viver… Postura na vida e na fé que um dia, nós acreditaremos profunda e verdadeiramente… Até lá, continuemos a convencer-nos que o caminho, a postura, a entrega, a fé, que temos vivido até aqui nos enche, nos basta, nos preenche e satisfaz!!! Até pode ser que sim!!! Mas, e a Deus?! Bastará? Pe. António
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