|
IV Domingo do Advento - Ano C - 20 de Dezembro de 2009
Diante de um mundo que corre e se apressa sem saber tantas vezes para onde se dirige; diante de um tempo que foge e que se esconde daquilo que o enche e o dignifica; diante de um Homem que se ilude e se perde dos rumos da verdade e da vida, eis que o Milagre «bate à porta» dos nossos sonos e dos nossos devaneios! O Céu intenta, de novo, tocar esta nossa terra, buscando um abraço sem parêntesis, um encontro sem falácias… É Deus que “apressadamente” vem a nós, a este homem e mulher concretos que somos todos e cada um de nós. É a Vida definitiva e eterna que nos é oferecida sem nos pedir rigorosamente nada em troca. É a Paz que nos procura a nós, beligerantes permanentes e desconfiados do que significa diálogo, tolerância, diferenças, igualdade. É a Ternura que nos invade quando apostamos na rudeza e no gélido das relações e dos sentimentos. É o Amor que se derrama sobre a nossa existência quando permanecemos distraídos do essencial e escolhemos o efémero, o acessório e a aparência como pilares do nosso peregrinar… O Milagre que é a Encarnação de Deus «está pronto» a «repetir-se» nesta hora da nossa história. O Milagre que se esconde naquele Presépio potencia cada passo da nossa caminhada e abençoa todo o sonho de vida verdadeira que irrompe no mais fundo de nós mesmos. O Milagre tem rosto, tem nome, é Jesus, que é Menino, que é Filho, que é Deus Connosco e para nós. O Milagre não se impõe; propõe-se ser razão e voz, critério e caminho para quantos acreditamos que somos pessoas, gente com um desígnio maior do que permanecer errante de olhos fixos no chão! O Milagre Maior precisa do nosso pequeno milagre da humildade para que O possamos acolher. Precisa do pequeno milagre da nossa generosidade para que em nós encontre um «espaço» onde habitar. O Milagre posso ser eu…
|