São estas as atitudes que deveriam pautar o pulsar dos nossos corações cristãos. A Festa, o Natal, não terminou; ainda agora começou... Por isso mesmo, apenas em verdadeiro e sentido espanto, só numa busca de silêncio e contemplação, conseguiremos ser celebrantes, viventes, crentes, no Natal de Jesus, na Festa da Igreja, na alegria da nossa fé. Espanto comovido, agradecido, partilhado, sentido. Silêncio que fala, que grita, que anuncia sem medos, a beleza de um mistério que não conseguimos explicar mas que sentimos bem cá dentro, num silêncio que segreda o tesouro mais sublime que aklguém pode conter. A tentação, o erro, a farsa, mais poderosa, será reduzirmos esse «Encontro» a uma noite, consoada, ceia, presentes, luzes, enfeites, abraços e palavras sem continuaçao! O perigo mais subtil e ardiloso é convencermo-nos - e ajudar outros a convencer-se - que o Natal são uns breves momentos, uns ténues instantes, marcados e definidos pelo espaço de umas horas! «Como foi o Naltal?» é pergunta artificial, que revela a fragilidade da celebração vivida! O Natal não foi vivido; o Natal está - tem de estar - a ser vivido! Nesse espanto e nesse silêncio, próprios de alguém que sabe e que crê na força desse Amor, na eloquência daquele Presépio, na Luz daquele estábulo, no Calor daquele frio! É Natal. E isso é a fonte do nosso espanto e do nosso silêncio, tradução de um amor que desejamos viver, de uma fé que almejamos sedimentar. de uma paixão que não queremos esmoreça... É Natal. E essa é a nossa paz.
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