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IV Domingo do tempo Comum - Ano C - 31 de Janeiro de 2010 Porque às vezes somos demasiadamente distraídos; Porque nem sempre estamos disponíveis para o essencial; Porque não raras vezes esquecemos o que vale mais; Porque trocamos com frequência o eterno pelo instante; Porque a «surdez» e a «cegueira» do coração nos atingem com facilidade; Porque abraçamos amiúde o efémero e dele nos tornamos apóstolos; Porque acolhemos as palavras que passam e olvidamos a que nos enche e preenche; Porque precisamos constantemente de «pistas» para o caminho; Porque… simplesmente somos humanos e nem sempre disso nos convencemos... hoje é-nos recordado o «caminho por excelência»: a caridade, o amor! Na verdade, na «tenda» que vai sendo a nossa vida, nesta estrada de peregrinos que somos, deixamos que nela «acampem» verdades que o não são, prioridades absolutamente enganosas, desejos que não nos realizam, opções que nos sugam a eternidade, gestos que em nada dignificam esta condição de discípulos! Neste nosso caminhar para a Casa do Pai, com frequência, baralhamo-nos e convencemo-nos de que o amor, a caridade, é atributo, acessório, apêndice, da nossa fé! Que tremendo engano, que poderosa sedução que nos corrompe a alma! De nada nos valerá a vida, a fé, a oração, a liturgia, os rituais, se não forem expressão de amor. Se não forem princípio e fim de cada segundo da nossa existência! Esse – o amor – é o caminho por excelência de quem se diz de Deus, de quantos acreditam, de verdade, em Jesus de Nazaré. Porque Ele é Amor, é o Amor. Segui-l’O, é viver do Amor e para o Amor; é ser do Amor e ser o Amor. Para que cada momento da vida seja esse milagre tão simples e tão grande pois que expressamos nessa mesma vida aquilo que Deus é. Voltemos à «fonte»: o Amor. Bebamos, refresquemo-nos, dessa «Água viva» que é o Amor, que é Jesus Cristo. Reaprendamos, relembremos, a caminhar por essa via onde Deus é companheiro de viagem. Um novo Domingo. Dia de Deus, da Igreja, da Eucaristia. Para sermos o Amor, semente e sinal de eternidade na precariedade deste mundo que passa...
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